Histórico
do Sacarrolha
Em 1964, Primaggio
iniciou a sua carreira de desenhista de histórias em quadrinhos,
na Rio Gráfica e Editora (RGE) e, no início dos anos 70,
assumiu a chefia do Departamento de Arte.
No final da década de 60, ele começou a prestar serviços,
também, para a Editora Saber S/A, de São Paulo, criando
roteiros e desenhando capas e histórias em quadrinhos. Durante
esse período, a Saber havia lhe pedido para criar um personagem
para publicação em revista própria. Atendendo a
solicitação, Primaggio estava desenvolvendo um palhaço
de circo mas, ao assumir o cargo de chefia na RGE, ficou impossibilitado
de dar seqüência ao projeto. 

Por volta de 1971, diante da possível aprovação
de uma lei obrigando as editoras a publicar revistas em quadrinhos de
autores nacionais, a RGE resolveu promover um concurso interno para
a criação de um novo personagem. Como premio, a Editora
oferecia um contrato de três anos de publicação
do personagem ganhador, em uma revista própria, com periodicidade
mensal. A princípio Primaggio não pretendia entrar no
concurso (devido a seu cargo de chefia), mas a diretoria da Empresa
fez questão que ele participasse.
Primaggio, então, inscreveu-se com o palhacinho (já batizado
de Sacarrolha) que
havia desenvolvido para a Editora Saber... e acabou ganhando o concurso.
A primeira edição da revista Sacarrolha foi para as bancas
em janeiro de 1972 - com uma tiragem de 160.000 exemplares, campanha
promocional de TV (em desenho animado), anúncios em revistas,
móbiles e cartazes de banca - e alcançou uma venda de
130.000 exemplares (um resultado respeitável mesmo para aqueles
tempos de grandes vendas).
No carnaval daquele ano, o autor teria a satisfação de
ver o seu personagem
servindo de inspiração para o bloco Chave de Ouro, do
Rio de Janeiro. Em maio, Sacarrolha apareceu, também, no Super
Almanaque Especial.
Em agosto de 1972, Primaggio saiu da RGE, mas continuou vinculado à
Editora por meio do seu personagem (a revista Sacarrolha estava no nº
8 e o contrato era para 36 edições).
Em abril de 1973, Primaggio aceitou o convite para trabalhar na Editora
Abril e, na o
casião,
a diretoria comprometeu-se a publicar o seu palhacinho, assim que estivesse
liberado.
Em
outubro de 1974, com o lançamento do Sacarrolha nº 36, o
contrato Sacarrolha/RGE, estava encerrado.
Depois de um 'descanso' de quase um ano, em setembro de 1975, Sacarrolha
voltou às bancas (já com o selo da Abril) como parte integrante
da série Diversões Juvenis (edição 26),
alternando-se, quadrimestralmente, com outros personagens.
O palhacinho apareceu em mais três edições da Abril:
duas, ainda como componente da série Diversões Juvenis:
nº 30 (janeiro/76) e nº 34 (maio/76), e a última, como
título próprio: Sacarrolha nº 4 (setembro/76). Segundo
a 'lógica' dos editores, a edição era a de n°
4, porque o personagem havia aparecido, anteriormente, em três
edições.
De agosto
de 76 a janeiro de 77,
o
personagem apareceu, também, na Folhinha, suplemento dominical
do jornal Folha de São Paulo e, ainda em 1977, no Hojinho, suplemento
dominical do Jornal de Hoje, do Rio de Janeiro. Em 1980, Primaggio fundou
a Pejota Produções Artísticas, no intuito de lançar
o personagem no campo do Merchandising. Com isso, o palhacinho pôde
conquistar espaço em vários produtos, como: roupas infantis,
toalhas e velas de aniversário, bolsas e cintos, bonecos de pano,
lustres, abajures e arandelas, material escolar, sacolas, etc.
Nessa época, para atender a linha de produtos destinados à
faixa etária mais infantil, o autor desenvolveu o Baby Sacarrolha...
ou seja: o Sacarrolha Bebê. Paralelamente, desenvolveu, também,
uma série de Tiras do personagem, para publicação
em jornais.
Em outubro de 1983, Sacarrolha voltou as bancas por meio da
revista
de atividades infantis Diversões do Sacarrolha, da Editora de
Arte (do desenhista Rodolfo Zalla). Para o lançamento, Primaggio
escolheu 12 de outubro - Dia da Criança -, organizando um show
de circo, no Parque do Ibirapuera, com atividades, distribuição
de brindes e a presença do palhaço Sacarrolha, ao vivo.
A publicação 'freqüentou' as bancas até a
edição de nº 13 (abril/85).
O persistente palhacinho voltaria às bancas, mais 
duas
vezes: em 1986, na trilogia Gran Circo Kabum - Diversões Infantis
(uma publicação que mesclava HQs e atividades), da
Editora Noblet
(NOB - 1 n) e, em 2000 (maio e junho), nas revistas Colorindo com o
Sacarrolha e Brincando com o Sacarrolha (ambas de atividades), da Editora
Brain Store.
Em meados de 2004, a revista Palavras de Amor nº 4, da Editora
Minuano, publicou ilustrações do Sacarrolha e Dengosa
(sua companheira de picadeiro), ambos na versão Baby... sem,
no entanto, mencionar seus nomes.